A cada batida do martelo de 65 kg caindo de 75 cm no tripé SPT, a gente lê o solo de Florianópolis como um livro aberto. Aqui na ilha a coisa muda rápido: um furo pode começar em areia fina das dunas, atravessar uma camada de aterro e chegar ao solo residual de granito totalmente alterado. Projetar estacas nesse cenário sem entender a transição entre camadas é arriscado. O projeto de fundações em estacas que desenvolvemos parte justamente dessa leitura de campo — seja com sondagens SPT executadas em pontos estratégicos do terreno ou com o ensaio CPT quando precisamos de perfil contínuo de resistência de ponta. Florianópolis tem mais de 500 mil habitantes e um relevo que combina planícies costeiras e morros cristalinos, então cada obra exige solução específica.
Em Florianópolis, a diferença entre uma estaca bem projetada e um problema estrutural futuro está no reconhecimento preciso da transição entre areia, aterro e solo residual.
