Florianópolis cresceu sobre um mosaico geológico particular: maciços graníticos do embasamento cristalino cercados por depósitos sedimentares quaternários. Essa dualidade entre rocha sã e bacia sedimentar rasa define respostas sísmicas radicalmente diferentes em distâncias curtas. Um prédio sobre granito no Centro e outro sobre aterro no Aterro da Baía Sul enfrentam solicitações distintas durante um evento sísmico, mesmo estando a poucas quadras de distância. O microzoneamento sísmico quantifica essa variabilidade. Medimos perfis de velocidade de onda cisalhante (VS) e classificamos o solo conforme a NBR 15421, gerando espectros de resposta específicos para cada terreno. Para projetos que exigem caracterização completa do subsolo, integramos os dados com ensaios de granulometria e limites de Atterberg quando a fração fina do solo exige correlações mais refinadas entre VS e propriedades dinâmicas.
Dois terrenos vizinhos em Florianópolis podem ter classes de sítio diferentes: a resposta sísmica não depende só da magnitude do evento, mas do contraste de impedância sob a fundação.
