O dimensionamento de pavimento flexível em Florianópolis precisa ir além da simples adoção dos ábacos do DNIT. A ilha tem peculiaridades: solos residuais de granito — os famosos solos de alteração — que mudam de comportamento de um bairro para outro, e um regime de chuvas que castiga subleitos mal drenados entre dezembro e março. A norma ABNT NBR 7207:1982 ainda é a referência clássica para tráfego médio, mas em corredores como a SC-401 ou a Via Expressa Sul aplicamos métodos mecanístico-empíricos mais modernos, como o MeDiNa. O ponto de partida em Florianópolis é sempre o mesmo: caracterizar a fundação antes de escolher a espessura do revestimento. Um ensaio CBR de campo e laboratório feito em amostras indeformadas evita que a base granular afunde na primeira estação chuvosa, e a análise granulométrica completa define se o material de jazida local realmente atende às faixas especificadas.
Em Florianópolis, o maior inimigo do pavimento flexível é a água retida entre a base e o subleito. Um projeto bem dimensionado começa pela drenagem, não pela capa asfáltica.
