Rigor técnico a serviço da sua obra.
SAIBA MAISA geotecnia viária é o ramo da engenharia geotécnica dedicado ao estudo do comportamento dos solos e materiais que compõem as camadas de suporte e subleito de vias terrestres. Em Florianópolis, essa disciplina se torna essencial devido à complexidade geológica da região, que combina solos residuais de granito, depósitos de encostas e extensas áreas de solos moles nas planícies costeiras. A correta investigação geotécnica garante que rodovias, ruas e acessos sejam dimensionados para suportar as cargas do tráfego ao longo de sua vida útil, prevenindo deformações, trincas e rupturas prematuras do pavimento.
A Ilha de Santa Catarina e seu entorno continental apresentam condições geológicas que desafiam projetistas rodoviários. Os solos saprolíticos de granito, comuns nos morros, possuem comportamento anisotrópico e podem conter matacões, enquanto as bacias sedimentares quaternárias exibem espessas camadas de argila mole, muitas vezes com presença de turfa. O nível do lençol freático elevado, típico da planície florianopolitana, reduz a capacidade de suporte do subleito, exigindo soluções como substituição de solo, drenagem profunda ou reforço com geossintéticos. Ignorar essas peculiaridades resulta em patologias como afundamentos diferenciais e bombeamento de finos, recorrentes em vias mal projetadas na cidade.

O arcabouço normativo brasileiro fornece as diretrizes para os estudos geotécnicos viários. A norma DNER-ME 049/94 estabelece o procedimento para determinação do Índice de Suporte Califórnia (CBR), parâmetro fundamental para o dimensionamento de pavimentos flexíveis. Já o método de dimensionamento do DNIT, baseado nos estudos do antigo DNER, utiliza o CBR e o número N de tráfego para definir as espessuras das camadas. A ABNT NBR 6484:2020 rege as sondagens de simples reconhecimento com SPT, investigação mínima exigida para qualquer projeto viário. Complementarmente, a norma DNIT 172/2016 trata especificamente de subleito e reforço do subleito.
Diversas tipologias de projeto demandam investigação geotécnica aprofundada em Florianópolis. O projeto de pavimento flexível é o mais comum, utilizando camadas granulares e revestimento asfáltico sobre o subleito preparado. Empreendimentos que envolvem terraplenagem em encostas, como a duplicação da SC-401 ou acessos a novos loteamentos no Campeche e Jurerê, exigem análise de estabilidade de taludes e controle de compactação. Obras de drenagem viária, contenções e até mesmo a implantação de ciclovias e calçadas compartilhadas dependem de um estudo CBR para projeto viário bem executado, que orienta desde a escolha das jazidas de solo até a necessidade de estabilização química. A crescente verticalização e adensamento urbano da capital catarinense tornam esses serviços ainda mais críticos, pois vias sobrecarregadas demandam reabilitação com base em dados geotécnicos precisos.
É a área da engenharia que estuda o comportamento de solos e materiais para a construção e manutenção de vias. Em Florianópolis, sua importância é amplificada pela diversidade geológica, que inclui solos residuais de granito, argilas moles e lençol freático elevado, condições que exigem soluções técnicas específicas para evitar deformações e rupturas do pavimento.
Os principais documentos normativos incluem a DNER-ME 049/94 para ensaio CBR, a ABNT NBR 6484:2020 para sondagens SPT e o método de dimensionamento de pavimentos flexíveis do DNIT, baseado no CBR de projeto. A norma DNIT 172/2016 também aborda especificamente as camadas de subleito e reforço do subleito.
As argilas orgânicas moles das planícies costeiras são o maior desafio, devido à baixa capacidade de suporte e alta compressibilidade. Os solos saprolíticos de granito, comuns nos morros, podem conter matacões e exibir comportamento anisotrópico, enquanto a presença de areias puras em dunas exige cuidados com a erosão e a estabilidade do aterro.
Um estudo completo é mandatório para qualquer projeto de pavimentação nova, duplicação ou restauração com aumento de capacidade. Em Florianópolis, devido às condicionantes locais, recomenda-se também para vias de loteamentos sobre aterros, acessos em encostas e sempre que houver histórico de patologias no pavimento existente, como afundamentos ou trincas.
Atendemos projetos em Florianopolis e sua zona metropolitana.