As perfuratrizes rotativas e roto-percussivas chegam ao terreno granítico de Florianópolis para executar perfurações que vão receber os tirantes. A geologia local, marcada por maciços rochosos fraturados do embasamento cristalino e extensos depósitos de areia quartzosa nas planícies costeiras, exige um controle rigoroso de cada etapa. A execução de um ensaio CPT é muitas vezes a primeira ação para mapear a estratigrafia dos solos sedimentares da ilha, definindo a profundidade do bulbo de ancoragem. Antes de injetar a calda de cimento, o furo é cuidadosamente limpo com ar comprimido ou água, removendo os detritos que comprometeriam a aderência aço-calda-solo. A escolha entre ancoragem ativa, já protendida contra a estrutura, ou passiva, mobilizada apenas com a deformação do maciço, depende diretamente do tipo de obra e da urgência na estabilização de taludes de corte em encostas como as do Maciço do Morro da Cruz.
A segurança de uma contenção em Florianópolis não está só na estrutura: está na calda de cimento que adere ao solo granítico e resiste às cargas de trabalho.
