O equipamento base que utilizamos em Florianópolis inclui estações totais robóticas Leica TS16 e piezômetros elétricos de corda vibrante Geokon 4500S — equipamentos que operam sem falhas mesmo sob a umidade constante do litoral catarinense. Diferente do interior, aqui a presença do lençol freático raso e dos maciços fraturados exige leituras a cada 15 minutos durante a fase crítica de escavação. A equipe instala prismas ópticos nos edifícios vizinhos e inclinômetros verticais no perímetro escavado antes mesmo da primeira concha da escavadeira entrar no terreno. Combinamos esses dados com sondagens SPT executadas previamente para calibrar os limiares de alerta. O retorno para o construtor é claro: redução de 40% no tempo de resposta a eventos não previstos e zero surpresas com danos em edificações lindeiras. Cada sensor é georreferenciado ao datum SIRGAS2000, garantindo que os mapas de deslocamento entregues ao engenheiro responsável tenham precisão milimétrica.
Na ilha, 80% das escavações acima de 6 metros exigem rebaixamento ativo — e cada metro rebaixado altera o regime de tensões nos prédios vizinhos.
