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Estudo CBR para Projeto Viário em Florianópolis: Capacidade de Suporte Conforme DNER-ME 049/94

Rigor técnico a serviço da sua obra.

SAIBA MAIS

A DNER-ME 049/94 estabelece o Índice de Suporte Califórnia como parâmetro fundamental para o dimensionamento de pavimentos flexíveis, e em Florianópolis esse ensaio ganha contornos específicos. A cidade ocupa uma ilha com 54 km de extensão onde os terrenos variam de maciços cristalinos do embasamento granítico a extensas planícies quaternárias de sedimentação marinha e lagunar. Nas obras viárias do Campeche e do Rio Tavares, por exemplo, o solo fino de origem eólica responde de forma completamente distinta à compactação quando comparado aos siltes argilosos das encostas do Morro da Cruz. Um CBR executado sem adaptação ao regime hídrico local — a região tem pluviosidade média de 1.500 mm anuais — pode superestimar a capacidade de suporte e levar a deformações prematuras do pavimento. O ensaio aqui exige imersão por 96 horas e controle rigoroso da expansão, porque o lençol freático raso das áreas costeiras da Ilha de Santa Catarina altera significativamente o comportamento mecânico da sub-base. Quando o subleito apresenta ISC abaixo de 6%, combinamos o estudo com colunas de brita para melhorar a capacidade de carga antes da execução das camadas granulares.

Em Florianópolis, o CBR sem controle de expansão pode mascarar um solo que incha 4% sob imersão e perde 60% da capacidade de suporte na primeira estação chuvosa.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

Quem projeta pavimento em Florianópolis sabe que o solo do bairro João Paulo — residencial, sobre morros graníticos com manto de alteração espesso — entrega ISC acima de 12% após compactação na energia Proctor intermediário, enquanto o subsolo do bairro Coqueiros, na porção continental insular, apresenta camadas de argila orgânica com CBR inferior a 3% em condição saturada. Essa diferença de quase 10 pontos percentuais entre dois setores separados por menos de 8 km define a necessidade de uma campanha de sondagens com malha reduzida. O ensaio segue a metodologia DNER-ME 049/94: corpo de prova moldado em cilindro de 15,2 cm de diâmetro, compactado em cinco camadas com soquete de 4,536 kg, e rompido em prensa com velocidade controlada de 1,27 mm/min. A leitura da penetração a 2,54 mm e 5,08 mm fornece o índice que alimenta diretamente o método de dimensionamento do DNIT. Em trechos com aterro sobre solos compressíveis — caso frequente nas vias de acesso à Lagoa da Conceição — o ensaio deve ser complementado por sondagens SPT para avaliar a profundidade do material inadequado e definir a espessura de substituição.
Estudo CBR para Projeto Viário em Florianópolis: Capacidade de Suporte Conforme DNER-ME 049/94
Imagem técnica — Florianopolis

Considerações locais

O crescimento de Florianópolis a partir dos anos 1970 transformou antigas áreas de restinga e manguezal em loteamentos urbanos, e muitas vias foram implantadas sobre depósitos de areia fina eólica com baixíssimo suporte. O risco geotécnico mais crítico nesses setores — Jurerê Internacional, Ingleses e parte da SC-401 — é a combinação de CBR insuficiente com lençol freático a menos de 1,5 m de profundidade. Quando o ISC de projeto fica abaixo de 20% do valor real após saturação, o pavimento sofre afundamentos em trilha de roda nos primeiros 24 meses de operação. Outro cenário problemático aparece nas encostas do Maciço do Morro da Lagoa: solos coluvionares com matacões de granito que provocam recalques diferenciais se o CBR não for executado em pontos representativos. A norma exige no mínimo três corpos de prova por amostra para definir a curva de compactação e o CBR correspondente à umidade ótima; reduzir esse número para economizar campanha é a causa mais frequente de superdimensionamento ou falha prematura em projetos viários na Ilha de Santa Catarina.

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Normas aplicáveis

DNER-ME 049/94 – Solos: determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas, DNER-ME 162/94 – Solos: compactação utilizando amostras trabalhadas (Proctor), ABNT NBR 9895:2016 – Solo: Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, DNIT 172/2016 – Manual de Pavimentação – Especificações de serviço, ABNT NBR 9895 – Standard Test Method for California Bearing Ratio (CBR) of Laboratory-Compacted Soils

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94, ABNT NBR 9895
Diâmetro do corpo de prova152,4 mm (cilindro CBR padrão)
Energia de compactaçãoProctor normal, intermediário ou modificado (12, 26 ou 55 golpes)
Período mínimo de imersão96 horas (4 dias) com leitura de expansão a cada 24 h
Velocidade de penetração1,27 mm/min (prensa com anel dinamométrico calibrado)
Faixa típica de ISC em Florianópolis2% (argilas orgânicas litorâneas) a 18% (solos saprolíticos de granito)
Sobrecarga durante imersãoDiscos de 4,54 kg simulando camada de pavimento equivalente

Perguntas frequentes

Qual o custo aproximado de um ensaio CBR para projeto viário em Florianópolis?

O valor de referência para um ponto de ensaio CBR completo, incluindo compactação Proctor na energia especificada, três corpos de prova e relatório com curva de expansão e penetração, gira em torno de R$ 100.000. Esse montante pode variar conforme a quantidade de pontos amostrados ao longo do traçado e a necessidade de ensaios complementares como granulometria e limites de Atterberg.

Por que o período de imersão de 96 horas é obrigatório no ensaio CBR?

As 96 horas de imersão simulam a condição mais desfavorável de saturação do subleito ao longo da vida útil do pavimento. Em Florianópolis, onde o lençol freático é elevado em grande parte da ilha e a precipitação anual supera 1.500 mm, esse período é indispensável para medir a expansão real do solo e a perda de capacidade de suporte. Reduzir a imersão para 48 ou 72 horas resulta em ISC superestimado e pavimentos subdimensionados.

Qual a diferença entre CBR in situ e CBR de laboratório?

O CBR de laboratório é executado sobre corpos de prova compactados na energia e umidade controladas conforme DNER-ME 049/94, representando o material após a compactação da camada. O CBR in situ, regido pela DNER-ME 050/94, mede a capacidade de suporte diretamente no subleito natural ou na camada já compactada, sem remoldagem. Em Florianópolis, usamos o ensaio in situ para verificação de camadas executadas e o laboratorial para fase de projeto, especialmente quando o solo contém pedregulhos ou matacões que inviabilizam a moldagem no cilindro padrão.

Com que frequência espacial devo programar os pontos de CBR ao longo do traçado viário?

Para vias urbanas em Florianópolis, a recomendação técnica segue o manual do DNIT com adaptação à variabilidade geológica da ilha: um ponto a cada 100 metros em terrenos de baixada com solos sedimentares heterogêneos, e um ponto a cada 200 metros em setores de encosta com solo saprolítico mais uniforme. Em trechos de transição — contato entre granito e sedimento, comum na subida do Morro das Pedras — a malha deve ser fechada para 50 metros porque a mudança de ISC pode ocorrer em menos de 30 metros lineares.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Florianopolis e sua zona metropolitana.

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