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Resistividade Elétrica e Sondagem Elétrica Vertical em Florianópolis

Rigor técnico a serviço da sua obra.

SAIBA MAIS

Florianópolis tem uma geologia que engana muita gente. Por baixo da areia fina das praias e do visual de cartão-postal, o subsolo mistura depósitos sedimentares quaternários com o embasamento cristalino do Granito Ilha, e isso gera contrastes de resistividade que só uma investigação geofísica bem executada consegue decifrar. A Sondagem Elétrica Vertical, ou SEV, é o método que a gente usa quando precisa entender a estratificação sem furar o terreno — injetamos corrente contínua no solo pelos eletrodos AB e medimos a diferença de potencial nos eletrodos MN, variando a abertura para investigar camadas cada vez mais profundas. O resultado é uma curva de resistividade aparente que, depois de invertida com software especializado, revela desde a espessura do aterro na região central até a profundidade do topo rochoso nos morros. Para obras que exigem complemento direto, a gente costuma integrar o SEV com sondagens SPT nos pontos de maior interesse, cruzando a geofísica com a investigação mecânica direta.

A resistividade não adivinha o subsolo — ela mede uma propriedade física real. A interpretação é que separa o palpite do dado geotécnico utilizável em projeto.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

A ilha de Santa Catarina tem cerca de 54 km de comprimento e 18 km de largura máxima, e essa dimensão insular gera aquíferos costeiros com cunha salina que são um desafio clássico para a resistividade. Nosso equipamento de campo — um resistivímetro de 800V com potência de 250W — consegue perfis SEV com abertura AB/2 de até 150 metros, o que em condições favoráveis traduz profundidades de investigação superiores a 50 metros. A chave está na configuração Schlumberger, que mantém os eletrodos de potencial fixos enquanto expande os de corrente, reduzindo ruído e melhorando a resolução vertical. Processamos os dados em software de inversão 1D com algoritmo de mínimos quadrados, ajustando modelos de camadas até o erro RMS ficar abaixo de 5%. Em áreas com solo muito seco ou arenoso, onde o contato elétrico é ruim, aplicamos gel condutor e aumentamos o número de eletrodos para baixar a resistência de contato. Esse cuidado operacional é o que diferencia um perfil geofísico confiável de uma curva cheia de artefatos. Quando o projeto exige perfil contínuo de subsolo, complementamos com ensaio CPT para calibrar as camadas identificadas pela geofísica com dados de resistência de ponta e atrito lateral.
Resistividade Elétrica e Sondagem Elétrica Vertical em Florianópolis
Imagem técnica — Florianopolis

Considerações locais

Compara dois cenários em Florianópolis: uma obra no aterro da Beira-Mar Norte e outra sobre solo residual de granito no bairro Trindade. No aterro, a SEV revela camadas de baixíssima resistividade — menos de 10 ohm.m — típicas de solos orgânicos saturados com água salobra, onde aterrar direto sem investigação é assinar para recalque diferencial. Na Trindade, o contraste é violento: solo residual com 500 a 2000 ohm.m sobre rocha sã acima de 10.000 ohm.m, e a profundidade do topo rochoso varia de 3 a 15 metros em menos de 50 metros de distância. O risco de não fazer o SEV nesses casos é cravar estaca que para no matacão achando que é rocha, ou pior, dimensionar fundação para um topo rochoso que está 8 metros mais fundo do que o previsto. Em zonas costeiras, a intrusão salina avança silenciosamente e pode elevar a agressividade química do solo para o concreto — a resistividade do solo baixa é o primeiro alerta que a geofísica entrega antes mesmo da análise química confirmar.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7117:2020 — Parâmetros de resistividade do solo para projetos de aterramento e proteção catódica, ABNT NBR 15961-1:2011 — Estacas escavadas — Parte 1: Projeto e execução (correlação indireta), ABNT NBR 16499 — Standard Guide for Using the Direct Current Resistivity Method for Subsurface Site Characterization, Eurocode 7 (EN 1997-2:2007) — Ground investigation and testing — geophysical methods

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Configuração eletródica padrãoSchlumberger (AB/2 até 150 m)
Profundidade máxima de investigação50 a 60 m (dependendo da geologia)
Tensão de saída do resistivímetro800 V DC
Erro RMS típico após inversão< 5%
Norma técnica de referênciaABNT NBR 7117:2020 (parâmetros de solo)
Faixa de resistividade detectável0.1 a 100.000 ohm.m
Número típico de pontos SEV por campanha5 a 15, com malha adaptada ao terreno

Perguntas frequentes

O que é uma Sondagem Elétrica Vertical e para que serve em Florianópolis?

A SEV é um método geofísico que mede a resistividade elétrica das camadas do subsolo injetando corrente contínua e variando a distância entre eletrodos. Em Florianópolis, serve principalmente para mapear a profundidade do topo rochoso granítico, identificar zonas de solo saturado com água salobra nos aterros costeiros e orientar a escolha do tipo de fundação antes mesmo da perfuração mecânica.

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica SEV em Florianópolis?

Uma campanha de SEV em Florianópolis, com 5 a 10 pontos de sondagem e relatório técnico com perfis invertidos, custa a partir de R$ 100.000. O valor final depende da quantidade de pontos, da acessibilidade do terreno e da profundidade de investigação necessária para o projeto.

Qual a profundidade que o método SEV consegue investigar?

Com abertura AB/2 de até 150 metros, alcançamos profundidades de investigação entre 50 e 60 metros em condições favoráveis. A profundidade real depende da estratificação geoelétrica — em solos muito condutivos, como argilas saturadas, a corrente atenua mais rápido e a penetração efetiva diminui.

O ensaio de resistividade pode substituir a sondagem SPT?

Não. A SEV é um método indireto que mede uma propriedade física — a resistividade — e infere a estratigrafia a partir dela. O SPT fornece índice de resistência à penetração (NSPT), coleta amostras e permite classificação tátil-visual do solo. Os dois métodos se complementam: a geofísica cobre grandes áreas com rapidez e o SPT calibra os perfis nos pontos críticos.

Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório da SEV?

A campanha de campo para 10 pontos SEV leva de 2 a 3 dias úteis em terrenos com boa acessibilidade. O processamento dos dados, inversão das curvas e elaboração do relatório técnico consome mais 5 a 7 dias úteis. No total, o cliente recebe o documento completo em até duas semanas após a mobilização da equipe.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Florianopolis e sua zona metropolitana.

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